Eu me sentei e chorei.
Conta a lenda que tudo que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves - se transforma nas pedras do seu leito.
Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atira-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.
Ás margens do rio Piedra eu me sentei e chorei.
O frio do inverno fez com que eu sentisse as lágrimas em meu rosto, e elas se misturaram com as aguas geladas que correm diante de mim.
Em algum lugar este rio se junta com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se misturam com o mar.
Que as minhas lágrimas corram assim para bem longe, para que meu amor nunca saiba que um dia chorei por ele. Que minhas lágrimas corram para bem longe, e então eu esquecerei do rio Piedra, do mosteiro, da igreja nos Pirineus, da bruma, dos caminhos que percorremos juntos.
Eu esquecerei as estradas, as montanhas, e os campos de meus sonhos - sonhos que eram meus, e que eu não conhecia.''
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domingo, 24 de julho de 2011
NA MARGEM DO RIO PIEDRA...
domingo, 21 de novembro de 2010
POESIA DE MARCIANO FILHO
chegou mais uma poesia
chegou mais um final de ano
e tu com tanta alegria
que Deus te conceda sempre
distribuir muita harmonia
é amigo Abílio
o PAIC ta terminando
ainda bem que voltará
quando chegar mais um ano
é pra tudo ficar verde
nem que seja pintando
é amigo Abílio
o município vai enverdecer
no PAIC será o começo
depois a chuva vai descer
e as escolas nota dez
a cada dia irá crescer
é amigo Abílio
que o novo ano nos ajude
que no próximo que virá
a minha poesia mude
para não virar monotonia
nos amigos de orkut
Marciano Filho.....
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
AO ABÍLIO
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
ô coisa!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
HOJE ESTOU "OSWALDIANO"
METADE
E que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
E a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
MELANCÓLICO, PORÉM POÉTICO
A QUE SAUDADES. REALMENTE
Oh! Que saudades que tenho
da aurora da minha vida,
da minha infância querida que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
naquelas tardes fagueiras,
à sombra das bananeiras,debaixo dos laranjais!
(LÁ NÃO TINHA TANTA CONFUSÃO E A GENTE ERA FELIZ E NÃO SABIA)segunda-feira, 30 de junho de 2008
ISSO E MUITO FORTE.
Fernando Pessoa