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domingo, 24 de julho de 2011

NA MARGEM DO RIO PIEDRA...



Eu me sentei e chorei.

Conta a lenda que tudo que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves - se transforma nas pedras do seu leito.


Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atira-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.

Ás margens do rio Piedra eu me sentei e chorei.

O frio do inverno fez com que eu sentisse as lágrimas em meu rosto, e elas se misturaram com as aguas geladas que correm diante de mim.

Em algum lugar este rio se junta com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se misturam com o mar.

Que as minhas lágrimas corram assim para bem longe, para que meu amor nunca saiba que um dia chorei por ele. Que minhas lágrimas corram para bem longe, e então eu esquecerei do rio Piedra, do mosteiro, da igreja nos Pirineus, da bruma, dos caminhos que percorremos juntos.

Eu esquecerei as estradas, as montanhas, e os campos de meus sonhos - sonhos que eram meus, e que eu não conhecia.''

Paulo Coelho

domingo, 21 de novembro de 2010

POESIA DE MARCIANO FILHO

è amigo Abílio
chegou mais uma poesia
chegou mais um final de ano
e tu com tanta alegria
que Deus te conceda sempre
distribuir muita harmonia

é amigo Abílio
o PAIC ta terminando
ainda bem que voltará
quando chegar mais um ano
é pra tudo ficar verde
nem que seja pintando

é amigo Abílio
o município vai enverdecer
no PAIC será o começo
depois a chuva vai descer
e as escolas nota dez
a cada dia irá crescer

é amigo Abílio
que o novo ano nos ajude
que no próximo que virá
a minha poesia mude
para não virar monotonia
nos amigos de orkut

Marciano Filho.....

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

AO ABÍLIO

Antes que eu te visses eu já te conhecia
Bastaram algumas informações para eu
Incorporar o que de fato és em
Liderança, ação, responsabilidade e vida.
Imaginei criar-te um poema para dizer-te...
Obrigada pelo prazer da convivência!

Célia Bernardo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ô coisa!

AaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Só porque és muito especial.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

HOJE ESTOU "OSWALDIANO"


METADE

E que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
E a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

MELANCÓLICO, PORÉM POÉTICO

Deixar o céu sem luz,
Transigir perante a escuridão
Existindo para nos dar
E solidão para chorar a dor,
E amor para viver tudo isso.

A QUE SAUDADES. REALMENTE

Oh! Que saudades que tenho

da aurora da minha vida,

da minha infância querida que os anos não trazem mais !

Que amor, que sonhos, que flores,

naquelas tardes fagueiras,

à sombra das bananeiras,debaixo dos laranjais!

(LÁ NÃO TINHA TANTA CONFUSÃO E A GENTE ERA FELIZ E NÃO SABIA)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

ISSO E MUITO FORTE.

Presságio

Fernando Pessoa
O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...