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sábado, 24 de março de 2018

Parabéns a Paróquia de Santa Quitéria



“Eu Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Faço saber que atendendo a representação dos moradores da povoação de santa Quitéria, freguesia da Vila de Sobral, e compreendendo os três ribeiros Groaíras, Jacurutu e Pires da sobredita freguesia e da de São Gonçalo dos Cocos, os ribeiros Macaco e Tubiba, este se cumprirá como nele se contém, sendo passado pela Chancelaria das Ordens e valerá como carta posto que seu efeito haja de durar mais de um ano sem embargo da ordenação em contrário sendo registrado nos livros da Comarca do Bispado de Pernambuco nos da nova freguesia e nos da que com ela confinassem. Rio de Janeiro marços de 1823 (a) Pedro de Alcântara Bragança e Bourbon”
Fonte : Santa Quitéria Terra Mater - 1993, pg13

sexta-feira, 2 de março de 2018

O silêncio que deixa sua marca positivamente


As boas ações devem ser realizadas em segredo, no íntimo do coração de cada um, posto que vivemos na época da publicidade, da propaganda, onde tudo aquilo que fazem saem mostrando num cartaz e ser proclamado em alto e bom tom. Não precisam de exposição, pois aqueles que a recebem sentem o toque da generosidade, e esta, quando é verdadeira, é também gratuita.
Coloco como necessária a observação do inverso: temos um desejo enorme de propagar aquilo que não vai bem. Não daquilo que fazemos de ruim, mas do outro, nessa lista enquadro os políticos e em especial o vereador. Motivo: por está mais próximo de nós. O desejo de divulgar, de criticar é latente e os tem como função inerente ao trabalho legislativo... mera alimentação do seu ego. Não importa o que essas pessoas que estão a ser mal faladas façam, elas nunca vão agradar a quem as critica. 
Observo desde muito tempo que geralmente, falar é somente falar. Comunicação é necessária, mas há uma confusão de que falar seja considerada com ação verdadeira. É comum em municípios pequenos o acirramento entre situação x oposição e nesse momento o verdadeiro papel do político se confunde com “ar de vingança”. Aqueles que antes se beneficiavam das benesses do poder ficam a insultar os que agora usufruem do mesmo. A personalidade dos vereadores muda de tal forma que esquecem seus posicionamentos passados, suas atitudes.
Há muita boa intenção nas ações, mas há um adágio popular que diz: “de boas intenções o inferno está cheio”, isso porque há uma anarquia que inviabiliza a verdadeira ação legislativa se não, observem: Reuniões não são ação. Planejar não é agir. Ler não é agir. Agora comecem a agir! De quando em quando, não agir é melhor. Pode ser irônico, mas, de fato, se você se pega estressado, ou achando que está fazendo mais mal do que bem, repense se a ação é realmente necessária. Eis um trecho de Paulo Coelho que ilustra muito bem aquilo que quero dizer: “De boas intenções o mundo já experimentou o terror jacobino e a inquisição. (Eu não sei se estou conseguindo me expressar do jeito que eu quero ,não quero dar a entender que ” o bem faz mal ” , falo das boas intenções que viram perversidades ) Muitas vezes as ” boas intenções ” terminam provocando um mal que se enraíza em toda a sociedade , na mente das pessoas , nos costumes , na cultura , e depois esse mal dificilmente é tirado das pessoas.”
Meu desejo é que nossos políticos possam agir de modo que suas ações surtam efeito positivo. Que eles defendam o interesse do bem comum à coletividade. NÃO PRECISA DE PUBLICIDADE, não é um princípio, uma regra. Há a necessidade sim do agir, mas deixemos de fazer balbúrdia. Termino meu pensamento deixando aqui pra todos (em especial o poder legislativo de minha cidade) a leitura da metáfora da carroça vazia.
Paz e bem!
Professor João Abílio

quinta-feira, 1 de março de 2018

And the Oscar goes to…



 De natureza humana, a vaidade é um dos vícios mais famosos e contraditórios. As pessoas a assumem, outras a negam, mas o fato é que a vaidade está atrelada a toda personalidade. O ser humano é o único animal vaidoso porque é o único que tem consciência de si mesmo. Basta olhar os reality shows e as redes sociais. A vaidade pode ocultar-se ainda, no medo de errar, mas o que de fato importa é compreendermos que tudo isso não passa de falsos caminhos, que nos iludem e nos tomam a vida.
Em verdade, ao homem completo e já conscientemente formado no plano maior da espiritualidade, desnecessário seria ter uma motivação para agir e viver. Somos incapazes de mover um copo de lugar sem vislumbrarmos uma recompensa, porém nem percebemos que quando agimos neste patamar, estamos agindo no desamor. Trabalhamos por dinheiro. Ajudamos, porém, logo pensamos nos créditos que acumulamos junto aos outros, exigimos nem que seja um agradecimento, caso contrário, nos frustramos, julgamos e criticamos o mal-agradecido. 
Após esse prólogo todo que fiz venho comentar sobre “os prêmios”, “as honrarias”, “as comendas” que são distribuídas aos considerados “melhores”. Instituições fazem questões de realizar esse tipo de evento no intuito de cada vez mais aumentar a vaidade e ao mesmo tempo alimentar o ego daqueles que fazem de seus atos o patamar para o reconhecimento público.
O que agregam ao desenvolvimento pessoal e humano dos envolvidos essas condecorações? Seria apenas o alimento a nossa vaidade, orgulho, soberba, o nosso desejo de diferenciar-nos da massa por alguma coisa que espetaram no nosso peito sem sabermos exatamente o porquê e nos faz coçar a cabeça na dúvida sobre a existência do mérito que viram em nós, ou não viram coisa nenhuma, além da oportunidade de desovar uma condecoração encalhada à espera de um candidato disposto a encará-la. Ou tudo se transforma num agradável espetáculo social desprovido de significado, em que tanto engrandece a vaidade daquele que tem o poder de conceder a medalha, o mérito e o faz, quanto a daquele vai recebê-la e a de seus familiares chorosos de emoção sentados na plateia.
Alguém pode dizer que esta é uma forma muito negativa de ver as coisas e talvez tenha razão, mas o fato é que as melhores pessoas que conheço nunca receberam uma comenda e tampouco irão receber. Melhor assim e o reconhecimento pessoal de dignidade indiscutível que lhes farão respeitados e que lhes transmitirão paz.
Paz e bem!
Professor João Abílio

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

ESCOLA UM LUGAR DE APRENDIZAGEM E RELACIONAMENTOS


Sem dúvida nenhuma, a construção de uma relação entre a escola e a família é um dos desafios atuais quando o assunto é Educação. O que devemos fazer quando essas duas instituições possuem visões diferentes sobre quais são as regras e os limites que devem ser impostos aos jovens e crianças? Antes de qualquer coisa, precisamos ter clareza sobre o papel que cada uma das instituições, família e escola, desempenha na formação dos alunos, e sobretudo compreender as transformações pelas quais elas vêm passando, para atuarmos de forma construtiva nesse contexto.
Tenho percebido o incômodo manifestado por alguns pais nas mídias locais diante da situação do fardamento escolar nas escolas públicas municipais. Nesse “disse me disse” me vejo motivado a expressar sobre esse assunto, pois sendo professor me sinto muito “apto” a manifestar meu ponto de vista.
Para isso precisamos ver essa questão por vários prismas, o que nesse momento irei fazer. O uso do fardamento escolar sempre foi motivo de muita polêmica; Os defensores, de um lado, destacam a praticidade e a segurança que ela oferece às famílias e instituições. De outro, critica-se a falta de autonomia e liberdade que a padronização impõe. E ainda nesse momento destaco a questão financeira dos municípios.
Como ponto positivo destaco A praticidade - Quando o aluno começa a se importar mais com a sua vaidade, e o uso do uniforme impede a perca de tempo na escolha da roupa certa; O desgaste de outras roupas - Ao usar regularmente o uniforme escolar, evitamos o desgaste de outras roupas que podem ser usadas em outras ocasiões e locais diferentes do ambiente escolar; Diferencia os ambientes -  Usando o uniforme desde pequenos, consegue-se separar claramente a diferença entre o ambiente escolar com os outros na cabeça das crianças, conferindo assim responsabilidade; Segurança e disciplina - O uso do uniforme implica em disciplina com relação a todos na escola e também oferece mais segurança, podendo-se diferenciar claramente quem faz parte ou não do Colégio.
Há ainda os que percebem como ponto negativo é que a escola, como “ambiente de preparação para o espaço público plural, deve reconhecer as diferenças, valorizar o contato com o que não é igual. A escola não é lugar para o homogêneo, que não muda quando interage. Não combina com fardamento. Ou ainda que porque uniformizar é excluir, do âmbito do processo de ensino-aprendizagem, as lições que se podem tirar do debate sobre o que vestir”. Embora respeitar esse ponto de vista ele não traduz o meu pensamento.
E finalmente a questão financeira dos municípios. Pude perceber que não existe nenhum “fundo” específico para que qualquer administração compre e distribua para os educandos o fardamento escolar, afinal conforme o art. 70 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o uniforme não é considerado despesa de manutenção e desenvolvimento do ensino. Dessa forma, os recursos que a União repassa aos Estados e Municípios para a manutenção e desenvolvimento do Ensino, não podem custear compra de uniformes. Essa despesa sai do caixa do estado e/ou município, quando assim o desejarem e puderem. Ainda no que diz respeito a legislação brasileira que trata de fardamento escolar posso destacar a Lei nº 8.907, de 6 de julho de 1994 onde determina que o modelo de fardamento escolar adotado nas escolas públicas e privadas não possa ser alterado antes de transcorrido cinco anos. Isso quando as escolas adotarem. Destaco ainda que encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 2.728-B, de 2007, de autoria do Senador Garibaldi Alves Filho, que  “Institui a obrigatoriedade de uso de uniforme estudantil padronizado nas escolas públicas, altera o art. 70 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e autoriza a criação, pela União, do Programa Nacional de Uniforme Escolar.
O processo educativo tem uma relação direta com as demandas sociais — então, nada mais natural que mude toda a realidade ao seu redor. Considerando tudo isso, é salutar que a comunidade queira participar e interagir das decisões em suas Unidades Escolares. Essa é a melhor maneira de tomar decisões de forma mais pluralista — um detalhe que pode parecer insignificante, mas faz bastante diferença. Pense que as opiniões distintas podem ser incrivelmente agregadoras, tornando mais fácil as tomadas de decisões, e o melhor de tudo: as opiniões estão longe de ser um determinante ou uma regra. Nesse sentido as escolas não tomam decisão de forma unilateral, elas buscam ouvir toda comunidade escolar e ninguém melhor para saber de suas necessidades do que a própria escola e o seu contexto social. Aos pais minha sugestão de procurarem as escolas e discutirem o que é melhor pra vocês, não coloquem nas mãos de outrem o que a vocês competem. Concluo meu pensamento com a seguinte frase: "O uso do uniforme pode ser algo desejável e incentivado pela rede ou pela escola, porém o estudante que não o usa não pode ser impedido de frequentar a sala de aula"
 Paz e bem para todos!

Professor João Abílio

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

AOS JOVENS DE MEU TORRÃO!

Quando pensei em escrever uma carta, minha vontade inicial era a de me dirigir aos dirigentes, as autoridades institucionalizadas desse Município, desse Estado e até mesmo do meu País. Conheço na pele as dificuldades desse “torrão”, assim como os sentimentos que cada um trazem consigo. Mas resolvi pedir aos jovens quiterienses, esses que são o futuro dessa cidade.
Há muitos sentimentos, sensações e pensamentos envoltos em todo esse emaranhado de “teias sociais” do fazer quiteriense e, mais especificamente, a INsegurança. Todos sabemos o quanto a instabilidade social, a vulnerabilidade está presente no nosso dia-a-dia e do poder que ela tem. Através disso, muitas vidas são transformadas diariamente e continuamente. Associamos a violência a diversos fatores; a falta de família, a falta de um olhar certo na hora certa, a falta de oportunidades, a falta de políticas públicas e muitas das vezes a falta de não querer mesmo. É preciso falar de forma objetiva, aberta e sem rodeios. É preciso falar diretamente a todas as pessoas. Aos jovens, ao adulto, ao idoso. A quem quiser ouvir. A quem possa interessar. Que a violência não levará a nada, a nenhum lugar promissor.
Tenho visto muitos dos meus conterrâneos se manifestarem com grande tristeza sobre a situação que os rodeia. Vi muitos deles desistirem de sua terra por conta da violência e desistirem da própria vida ao se entregarem a essa situação de submissão e apego aquilo que não lhe faz bem. Penso em demasia nessas coisas quando vejo nos olhos dos pais, amigos e até mesmo dos próprios jovens, não o brilho dos sonhos juvenis mais o fosco da desilusão quando entram no mundo perdido da violência desenfreada! O que dizer a eles? Digo sempre a verdade. Digo que VIDA é uma dádiva de Deus e que devemos sempre respeitar; Eu acho que VIVER não é uma competição. Já dizia um grande compositor que competições são para cavalos(...). Digo que muitos vão sofrer (e muito). Digo ainda que não irão viver o suficiente para sentirem o sabor dos seus frutos plantados.
Há muitas coisas que precisam ser ditas. E tantas outras que merecem muito mais atenção e reflexão do que nos fazem acreditar. Nós, partilhamos a responsabilidade de cuidar cada um do seu reduto, do “seu mundo”. Nossa família é a base de qualquer mundo, é na família que os nossos filhos aprendem a boa conduta, ou a má; a responsabilidade ou a irresponsabilidade; a honestidade ou a desonestidade, aprendem a ser cidadão ou não. Nesse sentido é preciso que fique bem claro que o respeito é a base de qualquer relação. Uma relação sobrevive sem amor, ainda que sem sabor, mas não sobrevive sem respeito. E o respeito próprio, o auto respeito, é o ponto de partida. Para o respeito mútuo e coletivo. Devemos nos posicionar sobre o que muitas vezes falamos, mas não demonstramos através de atitudes.
Jovens amigos, não deixem que usem contra vocês a fraqueza de possuírem aquilo que não tiveram condições de lhes darem. Não se deixem conduzir a situações desrespeitosas que depois lhes proporcionem prejuízos; Não deixem que digam qual o seu valor. Valor e preço são coisas distintas. Reconheçam seu valor e vá em busca do seu sucesso de forma digna e correta; Aprendam a dizer “não” quando não houver dignidade envolvida.
A verdade é que enquanto brigamos uns com os outros nos tornamos menos “Nós” para vivermos o outro. Jovens, respeitem a si mesmos e valorizem seus colegas. Envolvam-se com a comunidade. Sejam politizados. Unam-se. Permitam-se desanimar com as desigualdades sociais, as injustiças sociais, o vazio de políticas voltadas para vocês jovens, falem e conversem entre si, mas sejam coerentes. Aprendam a se comunicar, a diferenciar o que é bom e o que é ruim. Sejam menos passivas. Não aplaudam tudo de pé. Não aplaudam quando não gostarem. Digam o que pensam com verdade. Não aceitem o que tentam nos impor através do senso comum ou mediante repetição. Se valha do clichê “seja a mudança que você quer ver no mundo”, ao invés de “não adianta tentar”.
Que possamos refletir um pouco nesse poema escrito por esse poeta brasileiro Paulo Leminski: “Nesta vida, pode-se aprender três coisas de uma criança: estar sempre alegre, nunca ficar inativo e chorar com força por tudo o que se quer.”
Por: João Abílio


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A morte pede carona



19 de setembro de 2017, o relógio marcava em torno das 17h. Na estrada, uma Topique com  senhores e senhoras que vinham da capital; Fortaleza. O único objetivo da viagem: Cuidar de sua saúde. A fatalidade, perversa e macabra transforma o sonho de uma vida melhor em pesadelo e para duas vitimas a cessação de suas vidas.(...)
Você que aí ficou, siga em frente,a vida continua, linda e bela como sempre foi. Santo Agostinho