Total de visualizações de página

terça-feira, 4 de julho de 2017

Uma reflexão sobre a insegurança!

Ao participar atentamente da Audiência Pública planejada e promovida pela Câmara Municipal em nosso município, pude constatar o que já sabia, meu amigo Antonio Bilu pediu a palavra e o mesmo falava mais ou menos assim: “... de nada adiantava mudar a realidade da insegurança se os pais não tivessem domínio sobre seus filhos...”. Aquele “tapa na cara” das famílias, só mostra quão deficitária é a conduação que os pais dão aos seus filhos atualmente. Por outro lado, é importante considerar que os pais também apresentam os mais variados comportamentos: excessivamente agressivos com os filhos, excessivamente condescendentes com eles, alguns presentes e outros totalmente ausentes em suas vidas e atividades. Guardiões da moral e dos valores, muitas vezes equivocados, em nada auxiliam na formação dos jovens e adolescentes.
A permissividade é tão danosa quanto à indiferença – fatores que levam à falta de autoridade dos pais e consequentes atitudes de violência até contra eles mesmos – a origem destes comportamentos vem da educação, a primeira instância dos lares.
O enfraquecimento da autoridade familiar resulta nas distorções do papel da escola e do próprio enfraquecimento da autoridade escolar. A ausência de regras e de responsabilidades impossibilita o exercício do comando e, sem ele, torna-se impossível educar para a vida e para a sociedade.
Escolhi como profissão a arte de educar; Sou professor. Já vivenciei várias realidades: alunos da zona rural e urbana, alunos do centro e da periferia, crianças, jovens e adultos e tenho convicção que o que diferencia uns dos outros é a base familiar. Outro aspecto importante e equivocado é a tendência em delegar às camadas sociais menos favorecidas a culpa pela violência. Pesquisas comprovam a existência em todos os níveis sociais, seja em famílias pobres ou ricas, em ambientes favoráveis ou não, em instituições organizadas e em escolas boas ou ruins. A grande maioria dos nossos alunos é de Escolas Públicas, o que significa que  uma grande parte dos futuros cidadãos terá sido formado por elas, isto equivale a dizer que o futuro dos filhos de todos depende em parte, de como a escola pública exerce o seu papel, nesse momento entra a participação ativa da família na qualidade das ações desenvolvidas nessas escolas. Pais, professores, autoridades civis devem ter consciência de seus cargos, e precisam ser potentes no exercício de suas funções educativas, pois educar é incompatível com a sensação de não ter o que fazer, de não saber que atitude tomar. 
A juventude é imatura, imperfeita e inacabada, não se pode querer e esperar dela a perfeição, pois ela não tem consciência de si mesma. Só quem já não é jovem pode perceber a juventude e seus momentos, e daí, a responsabilidade de todos aqueles que têm a tarefa de educar, mostrando novos rumos e possibilidades aos que estão em processo de formação. Preservá-los e protegê-los da vida incondicionalmente, não é um ato educativo, assim, ensiná-los a respeitar os espaços, os direitos dos outros, os seus limites e responsabilidades é fundamental para uma educação sadia.
A violência é consequência da falta de uma educação afetiva em algum momento na infância, ausência de representantes adequados da lei, da moral. A família é muito importante no sentido de dar limites à criança sobre o que é dela ou do outro. É preciso educar porque a agressividade é natural, mas para não ser transformada em violência, a criança precisa ser educada com afeto e com limites.  

Será utópico pensar em mudar a realidade com políticas públicas sem a participação da família.

Nenhum comentário: